Naquele apartamento do prédio velho, o tempo tinha o mesmo compasso dos episódios: quatro cadeiras, duas xícaras de café sempre meio cheias e uma prateleira onde a física teimava em ser mais decorativa do que explicativa. Ali moravam teorias que não cabiam mais nos jornais científicos e uma família escolhida por afinidade de obsessão — quadrinhos, jogos de tabuleiro, fórmulas rabiscadas em guardanapos.
Naquele apartamento do prédio velho, o tempo tinha o mesmo compasso dos episódios: quatro cadeiras, duas xícaras de café sempre meio cheias e uma prateleira onde a física teimava em ser mais decorativa do que explicativa. Ali moravam teorias que não cabiam mais nos jornais científicos e uma família escolhida por afinidade de obsessão — quadrinhos, jogos de tabuleiro, fórmulas rabiscadas em guardanapos.